27 de julho de 2012

Por que não?

Atenção! Esse texto tende a questionar! Mas não se preocupe: você não terá que responder nada disso pra ninguém! Só pra você mesmo. Pronto?

É triste não é? Ter amor, mas ter medo. Ter vontade, mas não ter coragem.
Não precisa responder. Eu mesma respondo por ti: é triste sim. E dói cada milésimo de segundo um pouco mais.
É aquele silencio que zumbe nos ouvidos, que dói a cabeça, que não respeita, que não declara, que parte a alma. O silencio que deixa as coisas – tristemente e desesperadamente – normais.
É a lágrima que caí involuntariamente no escuro do seu quarto enquanto você repassa - insatisfeita - as cenas do seu dia.
É a solidão vazia; é o caminhar perdido. É pensar, pensar, pensar, e não encontrar saídas consideráveis.
É esperar que ele faça aquilo que você nunca teria coragem de fazer (mas morre de vontade que aconteça).
É querer que ele te beije no final daquele encontro que você esperou pela semana toda (Mas pera ai, isso é coisa de filme, não é? E se for? Porque não pode ser?)
É ter vontade de falar aquilo que faltou falar, aquilo que você sabe que poderia mudar as coisas. Mas e a coragem? Onde é que entra? Será que entra?
“E se...” Maldita expressão capaz de te perseguir pela vida toda.
“E se” tivesse arriscado; “E se” tivesse tentado; “E se” tivesse falado; “E se” tivesse amado?
E se o tempo já passou, porque não poderia voltar atrás? Porque você não pode voltar atrás?
Teve amor? Tem amor?                        
Se o amor é mesmo um sentimento indestrutívelSe era amor antes, porque não pode ser amor agora?

(Raphaela Fagionato)


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